Moradora denuncia atrasos e precariedade no Transporte Ambulatorial de Arujá

Veículos do Transporte Ambulatorial da Secretaria Municipal de Saúde de Arujá estacionados em garagem da Prefeitura, imagem utilizada na reportagem sobre denúncia de moradora envolvendo o serviço.

Paciente que faz hemodiálise três vezes por semana depende do serviço da Prefeitura para chegar ao tratamento

Uma moradora do Jardim Pinheiro, em Arujá, denunciou problemas no serviço de Transporte Ambulatorial da Prefeitura e afirmou que pacientes que dependem do atendimento estariam enfrentando atrasos, falta de veículos e dificuldades para realizar tratamentos médicos.

Luciana, esposa de Nilson Gomes Guimarães, de 48 anos, relatou que o marido realiza sessões de hemodiálise em Suzano três vezes por semana e depende exclusivamente do transporte disponibilizado pelo município para comparecer às consultas.

Segundo ela, as falhas no serviço têm sido frequentes. Em um dos episódios, Nilson só conseguiu realizar a sessão de hemodiálise porque recebeu uma carona, já que, de acordo com a moradora, não havia veículo disponível para o transporte.

Em um vídeo gravado em frente ao pátio onde estariam veículos do Transporte Ambulatorial, Luciana afirma:

“Os carros todos parados. Todos quebrados. Mas carro para os comissionados ficarem passeando de fim de semana tem de monte. Para os pacientes fazerem tratamento está complicado.”

Atrasos e falta de veículos

De acordo com a moradora, embora as sessões de hemodiálise tenham horários previamente definidos, os motoristas frequentemente chegam com atraso para buscar os pacientes, comprometendo o deslocamento para um tratamento considerado essencial.

Ainda segundo Luciana, funcionários do serviço informaram que parte da frota estaria quebrada ou aguardando manutenção, reduzindo a quantidade de veículos disponíveis para atender a demanda.

Ela também afirma que motoristas relatam permanecer sem trabalhar em determinados momentos por falta de veículos em condições de uso e que se recusam a conduzir automóveis sem manutenção adequada, alegando preocupação com a segurança dos pacientes e dos próprios profissionais.

Reclamação será formalizada

Cansada da situação, Luciana informou que pretende registrar uma reclamação junto à Ouvidoria da Prefeitura de Arujá e também formalizar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia do município.

A moradora ainda critica o que considera prioridade na utilização da frota oficial, afirmando que existem veículos sendo utilizados por comissionados enquanto pacientes enfrentam dificuldades para acessar o transporte destinado aos tratamentos de saúde.

Direito de resposta

O Arujá ON procurará a Prefeitura de Arujá para solicitar um posicionamento sobre as denúncias apresentadas pela moradora, incluindo informações sobre a situação da frota do Transporte Ambulatorial, a quantidade de veículos em manutenção e as medidas adotadas para garantir o atendimento aos pacientes. Este espaço será atualizado caso a Administração Municipal encaminhe manifestação oficial.

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